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Mitos e desinformação

Dieta sem glúten e sem leite trata o autismo?

O que circula: “Tirar glúten e leite da alimentação melhora o autismo. Todo mundo deveria fazer.”

O que se sabe

Dietas que retiram glúten e caseína são recomendadas em muitos grupos como "tratamento" do autismo. As revisões científicas sobre o tema não encontraram evidência consistente de benefício nos sintomas centrais do TEA para a maioria das crianças.

Isso é diferente de uma criança que tem doença celíaca, alergia à proteína do leite ou intolerância diagnosticada. Nesses casos, a restrição é tratamento da condição específica, prescrita e acompanhada.

O risco de restringir sem acompanhamento

Muitas crianças com TEA já têm seletividade alimentar e comem poucos alimentos. Retirar grupos inteiros sem avaliação pode levar a deficiências nutricionais, perda de peso e mais sofrimento na hora das refeições. Mudanças na alimentação de uma criança devem ser feitas com nutricionista ou médico.

O que a lei garante

A Lei 12.764/2012 inclui, entre os direitos da pessoa com TEA, o acesso à nutrição adequada e à terapia nutricional, entendidas como as ações de promoção e proteção sob o ponto de vista nutricional, realizadas por profissional de saúde legalmente habilitado, observados os protocolos clínicos e as diretrizes terapêuticas da autoridade competente. Ou seja: a lei garante acompanhamento nutricional profissional, não dietas por conta própria.

O que fazer

  • Se a criança come pouco ou de forma muito seletiva, peça avaliação de nutricionista pela UBS ou pelo plano.
  • Se houver suspeita de alergia ou intolerância, o diagnóstico é feito por exame e avaliação médica.
  • Desconfie de dietas vendidas com promessa de "melhora do autismo".

Fontes

Conteúdo informativo. Esta ficha não substitui a avaliação da equipe de saúde que acompanha a pessoa. Em caso de dúvida sobre um tratamento, converse com o médico ou a médica responsável.