Mitos e desinformação
Vacinas causam autismo?
O que circula: “Meu filho começou a mudar depois da vacina. Foi a vacina que causou o autismo.”
De onde veio essa ideia
A associação entre vacinas e autismo ganhou força a partir de um estudo publicado em 1998, com poucos participantes, que foi posteriormente retratado pela revista que o publicou depois de se constatarem falhas graves de método e de conduta.
O que alimenta a percepção das famílias é uma coincidência de tempo: os primeiros sinais do TEA costumam ficar mais visíveis entre 1 e 2 anos de idade, justamente quando várias vacinas do calendário são aplicadas. Duas coisas que acontecem na mesma época não são, por isso, causa e efeito.
O que dizem as fontes oficiais
A Organização Mundial da Saúde afirma que as evidências científicas disponíveis não mostram relação entre a vacinação e o autismo. O Ministério da Saúde mantém o calendário nacional de vacinação como medida de proteção, inclusive para crianças com deficiência, e não reconhece o autismo como evento associado a vacinas.
O que isso significa para a família
- Deixar de vacinar não previne o autismo e expõe a criança a doenças graves que as vacinas evitam.
- Se a criança teve alguma reação após uma vacina, isso deve ser registrado e avaliado pela equipe de saúde, como qualquer evento adverso. Isso é diferente de atribuir o TEA à vacina.
- Sinais de TEA merecem avaliação, independentemente da época em que apareceram. A Lei 12.764/2012 garante o direito ao diagnóstico precoce, ainda que não definitivo.
Por que essa crença persiste
Porque ela oferece uma explicação, e uma explicação alivia. A ciência ainda não descreve todas as causas do TEA, e é natural que uma família busque um motivo. Não há nada de errado em ter acreditado. O que importa é a decisão daqui em diante, e ela deve ser tomada com a equipe de saúde.
Fontes
- Ministério da Saúde — Vacinação (gov.br/saude)
- Organização Mundial da Saúde — Transtornos do espectro autista
Conteúdo informativo. Esta ficha não substitui a avaliação da equipe de saúde que acompanha a pessoa. Em caso de dúvida sobre um tratamento, converse com o médico ou a médica responsável.